quarta-feira, junho 27, 2007

Ciúme




Cortam-me sorrisos
- faíscas da ira -
em meus olhos.

Amor maior que a razão

Se tu não sabes
como eu também não sei

por que insistes
em não viver ao meu lado?


Se tu não sabes
como eu também não sei
por que ainda insistes?


Por quê?!

terça-feira, junho 26, 2007

Um levantar cansado







Noite

sonhos em tormenta

corpo dorido

alma pungente.

segunda-feira, junho 25, 2007

Madrugada, quando o desejo quase dói



meu corpo pede o teu
- sentidos despertos -
sozinha, lençóis frios.

Desabafo

Eu.
dor insana
- infinito, mansidão -
a solidão do escuro.

sexta-feira, junho 15, 2007

Antes do escuro romper o dia



tuas palavras, meus gemidos
avanço-te em louco frenesi
e são leves os sorrisos da calmaria que vem depois...

Antes de sucumbir



Há horas de palavras
- palavra que nem honra -
maldito o inventor do orgulho!

quinta-feira, junho 14, 2007

Entre elas



Acenda-me
na ponta da língua
meu prazer, em tuas mãos...

Teimoso querer



Assumo o risco
do delírio
em querer-te plena!

Hora marcada



Ebulição de desejos
anuncia
o cume do relógio.

quarta-feira, junho 13, 2007

Ela e a cama


De olhos fechados
- manhas matinais -
há sorriso nos lábios.

Parece preguiça,
mas é luxúria.

terça-feira, junho 12, 2007

Traga-me


teu cheiro

na pele suada
de tantos olores
após o amor...

Traga-me


teu abraço

enlaço de minha alma
em teus braços
de mulher

Traga-me



a promessa

se sempre
silêncio
ai de mim esperança.

sexta-feira, junho 08, 2007

Ocupado


Não há leitos e a maca é fria. Minha camisa... Involuntariamente faz o gesto de quem quer fechar uma camisa de botões. Todos de branco andam rápido, exceto o cara que conversa com a moça encostado no balcão. Ele parece à vontade e conta uma piada qualquer. A moça sorri, tem um coque no cabelo e olhos claros. Um anjo talvez... Lábios secos, sede. No frio também se tem sede... A mão na barriga está úmida. Mas sangue não mata sede. Era verde-clara a camisa de botões que ganhara da filha caçula. Tinha feito 57 anos no domingo. Hoje era domingo também. Não entende como as coisas são tão rápidas. O mundo no passado parece mais lento... Lembra que a cachaça amargou no primeiro gole. Sempre é assim: a cana amarga até anestesiar a garganta. Depois parece água. Desce rápido e você fica lento no mundo apressado. As costas estão frias também, adormeceram na maca. Tanto melhor, quando se faz parte do frio, o frio é menos gelado. Gelo... Movimento brusco, alguém fala rápido - seqüências de palavras; procedimentos médicos de emergência necessitam palavras rápidas - empurra a maca e ele se move deitado; esquisito se mover deitado. O mundo parece de ponta cabeça, um mundo de cabeça pra baixo, mas ainda apressado. A porta! Achou que bateria, mas não. Ainda vê a porta balançando. Eram portinholas brancas, sem trinco nem fechadura. Dói quando o mudam de lugar. Há luzes, muitas luzes e um cara de máscara. O golpe foi certeiro, inesperado e rápido. Ele estava lento, à vontade - contava piada, bebia cana que nem água - e sorria, mas não havia moças de olhos claros. Não entendera exatamente o motivo. Algo sobre o time de futebol do coração e o jogo com o rival e a piada que contava. Era um menino, meu Deus. Uma criança com faca na mão! Ainda ouviu o grito da filha. Viera chamá-lo pro almoço. Não gostava da filha em bar, mesmo que fosse o bar da esquina de casa. Ia chamar sua atenção, mas o golpe certeiro, preciso e rápido... oportuno. Apagou.

Edward, um amigo visitante

terça-feira, junho 05, 2007

Tortura-me


sinto nas entranhas
castra-me o desejo
teu cinto de castidade.

Mutante


sou tantos "ses"
que se me lembro
perco-me neles...

(Klycia Fontenele)

Brincando com livros III

Os poetrix abaixo são de uma brincadeira com nome de livros e filmes de um dos tópicos da comunidade "Em Três Versos Todo um Sentimento" (orkut)



“O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA”

Nas "Memórias de Minhas Putas Tristes"
- "Cem Anos de Solidão" -
"Eu", "O Coiote".


“O ENCONTRO MARCADO”
entre "As Intermitências da Morte"
transformo-me n”O Pequeno Príncipe”
eu, numa "Jangada de Pedra"...

DE EDWARD

Brincando com livros II

Os poetrix abaixo são de uma brincadeira com nome de livros e filmes de um dos tópicos da comunidade "Em Três Versos Todo um Sentimento" (orkut)


“SENHORA” MINHA
“As Pequenas Memórias”
do teu “Suor”
impregnam minhas narinas.


AS MENINAS
NAS TUAS MÃOS, O PERFUME
- carne e alma saciadas -
interminável BRINCADEIRA.

Brincando com livros...

Os poetrix abaixo são de uma brincadeira com nome de livros e filmes de um dos tópicos da comunidade "Em Três Versos Todo um Sentimento" (orkut)


AS AVENTURAS DE GULLIVER
Brincadeiras lilliputianas
- "O Menino do Dedo Verde" -
em "Histórias de Mamãe Ganso"!


“PRENDA-ME SE FOR CAPAZ”
Pode ser contido “O Grito”,
mas o “Coração Valente” da “Noviça Rebelde”
mantém vivo “Um Sonho de Liberdade”!

DE SARAH AMIN