segunda-feira, janeiro 29, 2007

Teus encantos embaixo do lençol




Belo é cada detalhe
descoberto

da tua alma de mulher...

Desperta-me para o amor


Acorda minha libido
dedilhando meus segredos

arranca-me gemidos sem medo.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Quando o espectro solar nos emudece


Depois da chuva,

sete cores no ar!

não há sinônimos para o arco-íris...

(Edward)

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Afinação


Lábios encantados
beijo demorado

coração em melodias!

Antes do beijo


Entre lábios,

um tênue espaço suspende

a aflição do desejo.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Certa de sua chegada


chuva fina
- lágrimas na janela -

tímido sorriso em meus lábios.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Sutis diferenças entre dias comuns


hoje, sorrisos
com olhos de primavera
acompanham o cheiro dela!

(Um brinde ao amor!!!)

domingo, janeiro 07, 2007

Uma imagem para a dor


Deitada. Olhos fechados. Breve ondulação. Respiração lenta. Compasso. Leves ondulações. Braços abertos. Pernas esticadas. Músculos relaxados. As ondulações cedem e, pouco a pouco, ela flutua. Mansa. Corpo e água – naquele instante – são únicos. Antes, independentes. Agora, complementos de uma mesma imagem. Sugestão de paz para quem observa ao longe. Ledo engano. A paz é aparente. Há um conflito: a natureza – com sua gravidade – quer engoli-la, enquanto ela teima em flutuar. Esquecer a gravidade das coisas. E, por detrás da calmaria, impera uma racionalidade vigilante. Pois, a qualquer desatenção, a qualquer descuido ela pode submergir... afundar, afundar, afundar... e sucumbir. Se isso acontece, não há retorno. A dor é como flutuar em um lago.

(Edward, um amigo)

Madrugada quando o silêncio é a única testemunha


Fortaleza chove,
madrugada fria,
olhos demasiados tristes, desiludidos.

As lágrimas podem lavar a dor?

sábado, janeiro 06, 2007

(...)



Fim de caso


versos mudos
alma em dor

Será
eterna a saudade?

(...)





Depois que você foi embora

versos somem
- letra por letra -
dilacerados

(dilacerando-me)

terça-feira, janeiro 02, 2007

Sabor dionisíaco


Cheiro inebriante

Ninfas despertas.


- taças de vinho -


Com cachos de uva,

teus seios cobertos.


Volúpia.

Pés que bailam

Tonel de madeira.

Delicados pés a pisotear-me.

- Meus olhos encantados -


Mãos a segurar teimosas saias brancas.

Bicos de renda a rosear no pisado.

- machuca-me teu sorriso entre uvas -


Cheiro adocicado do sumo,

suor de menina a bailar descalça.

- meus sentidos despertos -


Faz-se, assim,

o vinho.


(Edward, o amigo visitante)

Vinho do Porto


Maré cheia dita o ritmo

e a areia úmida escorrega.

Seus grãos unidos.

Mar revolto,

espumas a saltar.

Pedras sempre imóveis.


Barco ancorado.


Noite esquecida de estrelas

ao longe, um fado se faz escutar.


Não há tréguas para o cais.


(Edward, o amigo visitante)

A Poda


Chora videira

pela mão que te dilacera.

Chora, videira

que o vento te consola.

Sabes bem tua sina, então, chora.

Videira, chora.


É preciso lágrima para o vinho.


(Edward, o amigo visitante)