segunda-feira, setembro 17, 2007

Fim



Coração podado
sorriso cortado
soluços

é bom pecar



há preguiça no arrependimento
por atiçar tua gula
em meu desejo de luxúria...

terça-feira, setembro 11, 2007

Boca Carmim



são lábios rosados
e um beijo em vermelho
campari com gelo

quarta-feira, agosto 08, 2007

Manhã que segue


água que secou
- meus olhos de lágrimas -
e a vontade de um cigarro.

domingo, agosto 05, 2007

Pedido










Em meados de

um outubro qualquer


- Case-se comigo!


mãos dadas

em calçadas de Portugal.

Brevidade



Vento trouxe-me saudade
e o cheiro dos cabelos dela
coração em desmantelo

quarta-feira, agosto 01, 2007

Fazer o que então?

Diálogo de amor:

se eu der
um beijinho
você faz?

se me deres
um beijinho
faço tudo...

quarta-feira, julho 25, 2007

Teu corpo, tua alma

cravam em mim
tuas unhas
e trêmula, és minha.




quinta-feira, julho 05, 2007

Fim de caso

Versos mudos
alma em dor.
Será eterna a saudade?


quarta-feira, julho 04, 2007

Brejeira


chita molhada
- água de riacho -
seios convidativos


domingo, julho 01, 2007

Hoje, errante


Sinto-me passarinho
sem ninho, mimos,
sem destino.


Tenho o céu como casa
nuvens como mobília
e asas resistentes...

Enquanto os outros dormem




Dá-se o gozo
gemidos transpassados.

A madrugada já não é silenciosa.

Recusa

Se me desnudo

E tu fechas os olhos,

corpo em solidão

Versos encantados...

contornos do teu amor
- ancas travessas que me despertam -
alimento para minha poesia...

quarta-feira, junho 27, 2007

Ciúme




Cortam-me sorrisos
- faíscas da ira -
em meus olhos.

Amor maior que a razão

Se tu não sabes
como eu também não sei

por que insistes
em não viver ao meu lado?


Se tu não sabes
como eu também não sei
por que ainda insistes?


Por quê?!

terça-feira, junho 26, 2007

Um levantar cansado







Noite

sonhos em tormenta

corpo dorido

alma pungente.

segunda-feira, junho 25, 2007

Madrugada, quando o desejo quase dói



meu corpo pede o teu
- sentidos despertos -
sozinha, lençóis frios.

Desabafo

Eu.
dor insana
- infinito, mansidão -
a solidão do escuro.

sexta-feira, junho 15, 2007

Antes do escuro romper o dia



tuas palavras, meus gemidos
avanço-te em louco frenesi
e são leves os sorrisos da calmaria que vem depois...

Antes de sucumbir



Há horas de palavras
- palavra que nem honra -
maldito o inventor do orgulho!

quinta-feira, junho 14, 2007

Entre elas



Acenda-me
na ponta da língua
meu prazer, em tuas mãos...

Teimoso querer



Assumo o risco
do delírio
em querer-te plena!

Hora marcada



Ebulição de desejos
anuncia
o cume do relógio.

quarta-feira, junho 13, 2007

Ela e a cama


De olhos fechados
- manhas matinais -
há sorriso nos lábios.

Parece preguiça,
mas é luxúria.

terça-feira, junho 12, 2007

Traga-me


teu cheiro

na pele suada
de tantos olores
após o amor...

Traga-me


teu abraço

enlaço de minha alma
em teus braços
de mulher

Traga-me



a promessa

se sempre
silêncio
ai de mim esperança.

sexta-feira, junho 08, 2007

Ocupado


Não há leitos e a maca é fria. Minha camisa... Involuntariamente faz o gesto de quem quer fechar uma camisa de botões. Todos de branco andam rápido, exceto o cara que conversa com a moça encostado no balcão. Ele parece à vontade e conta uma piada qualquer. A moça sorri, tem um coque no cabelo e olhos claros. Um anjo talvez... Lábios secos, sede. No frio também se tem sede... A mão na barriga está úmida. Mas sangue não mata sede. Era verde-clara a camisa de botões que ganhara da filha caçula. Tinha feito 57 anos no domingo. Hoje era domingo também. Não entende como as coisas são tão rápidas. O mundo no passado parece mais lento... Lembra que a cachaça amargou no primeiro gole. Sempre é assim: a cana amarga até anestesiar a garganta. Depois parece água. Desce rápido e você fica lento no mundo apressado. As costas estão frias também, adormeceram na maca. Tanto melhor, quando se faz parte do frio, o frio é menos gelado. Gelo... Movimento brusco, alguém fala rápido - seqüências de palavras; procedimentos médicos de emergência necessitam palavras rápidas - empurra a maca e ele se move deitado; esquisito se mover deitado. O mundo parece de ponta cabeça, um mundo de cabeça pra baixo, mas ainda apressado. A porta! Achou que bateria, mas não. Ainda vê a porta balançando. Eram portinholas brancas, sem trinco nem fechadura. Dói quando o mudam de lugar. Há luzes, muitas luzes e um cara de máscara. O golpe foi certeiro, inesperado e rápido. Ele estava lento, à vontade - contava piada, bebia cana que nem água - e sorria, mas não havia moças de olhos claros. Não entendera exatamente o motivo. Algo sobre o time de futebol do coração e o jogo com o rival e a piada que contava. Era um menino, meu Deus. Uma criança com faca na mão! Ainda ouviu o grito da filha. Viera chamá-lo pro almoço. Não gostava da filha em bar, mesmo que fosse o bar da esquina de casa. Ia chamar sua atenção, mas o golpe certeiro, preciso e rápido... oportuno. Apagou.

Edward, um amigo visitante

terça-feira, junho 05, 2007

Tortura-me


sinto nas entranhas
castra-me o desejo
teu cinto de castidade.

Mutante


sou tantos "ses"
que se me lembro
perco-me neles...

(Klycia Fontenele)

Brincando com livros III

Os poetrix abaixo são de uma brincadeira com nome de livros e filmes de um dos tópicos da comunidade "Em Três Versos Todo um Sentimento" (orkut)



“O AMOR NOS TEMPOS DO CÓLERA”

Nas "Memórias de Minhas Putas Tristes"
- "Cem Anos de Solidão" -
"Eu", "O Coiote".


“O ENCONTRO MARCADO”
entre "As Intermitências da Morte"
transformo-me n”O Pequeno Príncipe”
eu, numa "Jangada de Pedra"...

DE EDWARD

Brincando com livros II

Os poetrix abaixo são de uma brincadeira com nome de livros e filmes de um dos tópicos da comunidade "Em Três Versos Todo um Sentimento" (orkut)


“SENHORA” MINHA
“As Pequenas Memórias”
do teu “Suor”
impregnam minhas narinas.


AS MENINAS
NAS TUAS MÃOS, O PERFUME
- carne e alma saciadas -
interminável BRINCADEIRA.

Brincando com livros...

Os poetrix abaixo são de uma brincadeira com nome de livros e filmes de um dos tópicos da comunidade "Em Três Versos Todo um Sentimento" (orkut)


AS AVENTURAS DE GULLIVER
Brincadeiras lilliputianas
- "O Menino do Dedo Verde" -
em "Histórias de Mamãe Ganso"!


“PRENDA-ME SE FOR CAPAZ”
Pode ser contido “O Grito”,
mas o “Coração Valente” da “Noviça Rebelde”
mantém vivo “Um Sonho de Liberdade”!

DE SARAH AMIN

sábado, maio 19, 2007

Tuas luzes em noite de anil


Vasculho teus segredos
em mim,
estrelas em reverso.

quinta-feira, maio 17, 2007

Amor antes do almoço


enquanto o feijão não cheira
- tua boca em mim -
desejo atendido.

Saudade algoz


Noite quente,
céu quieto

lamento as horas
que de ti me separam

onde estão teus sons de amor?!

Sono Peralta (ou quando o sono perde a hora)


Horas incertas
são traquinagens no travesseiro
e já vai alta a madrugada! (Hannah)

domingo, maio 13, 2007

Gestação


Estranha-me
- teu ventre arredondado –
a vida que dele brota

aflora
curiosa e necessária
maternidade.

Edward, o amigo visitante

Mater


teu ventre,
a primeira morada
de um rebento
que rasga tuas entranhas...

madrecita,
mama mia,
mamãe

- tantas maneiras de chamar o amor -

liberta dos nove meses de espera
és cativa da sina
por amar incondicionalmente...

Sarah Amin

Porque sua carne gerou vida


Mãe é faro
atento cuidado.

Veja-me


que pra ti
eu me revelo inteira!

sábado, maio 12, 2007

Melodrama



Tela branca
sala escura
lágrimas em exposição...

sexta-feira, maio 11, 2007

INSTINTO


Se sono, colo
se choro, braço
se fome, boca

se pele, sexo
se olho, belo

Se sexo, boca
se pele, fome
se colo, choro

se sono, olho
se braço, belo

Se colo, braço
se fome, sexo
se belo, choro

se olho, pele
se sono, boca...

Tonta Tradução


Traduz-me com tua ira
insana mágoa
que se alastra

traduz-me do teu jeito
que meu peito devasta

Traduz-me em teu orgulho
veneno
que te paralisa

traduz-me e me fere
meu coração em agulhas.

Traduz meu amor
por nada
tua preguiça maior que tua gula...

Traduz-me, traduz-me,
traduz-me, traduz-me
traduz-me

tira-me da luxúria
dos teus braços
do meu amor sôfrego
que te cobiça!

e como é feio ter inveja dos outros...

quinta-feira, maio 10, 2007

Acolhe minha alma






Aninha-me em teus braços
e acalma
meu coração revolto.

Amar-te: minha escolha
mais acertada.

Auto-retrato


difuso
obscuro
opaco.


(Edward, nem tão amigo...)