quarta-feira, setembro 27, 2006

JOGO DE PALAVRAS


PÉ,
ESPETA.

E

ELAS,
PÉTALAS!

(de Sarah Amin em visita à Hannah)

segunda-feira, setembro 25, 2006

Caso de amor


Uma tarde qualquer.

Olhos fechados
teu cheiro a invadir minhas lembranças.


- Cheiro que invade lembranças -

(uma frase tua para sensações nossas)

domingo, setembro 24, 2006

Opostos



tristeza: o escuro alojado no peito.

alegria: um arco-íris em cada poro!

sábado, setembro 23, 2006

DA NUDEZ


quero teu corpo vestido de carne misturada à minha.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Desalento


Tristes olhos de pupilas dilatadas
e uma noite mais escura do que as demais

Peso do escuro
Presa no pesar

alma esmagada por suspiros.

terça-feira, setembro 19, 2006

Cotidiano de Desejo


Acordo.
Meu corpo procura o teu.


Horas antes
- enquanto a lua pairava no céu e antes de o sono render meus olhos –
meu último pensamento foi te querer.


E durante toda a manhã
e durante toda a tarde
e no adentrar da noite,
brincas de me seduzir com palavras sussurradas...

Prenúncio de gemidos e gritos roucos
fugitivos da alma.


Que desejo é esse, amor? Está em ti também?!

Segredos da madrugada


E assim nos despimos do que nos resta de pudor, guiadas por sensações despertas de um corpo que pulsa...

será isso o amor?!

domingo, setembro 17, 2006

Conceito de felicidade


sossego de rede e o vento a brincar com meus cabelos.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Iminência



Hálito morno,
Narinas farejadoras.


Exposta.


Antes do toque,
o tremor.

(sob um respirar suave)

Entrepernas



Intrusos olhares despertam desejos.

palmas suadas
água na boca
molhada.

Como é bom te ver de saia!

quinta-feira, setembro 14, 2006

Olhos de espera


É a tua boca, alento do meu querer.

Sem ela, paisagem desfocada.

CONVERSA DE VIZINHAS




Você é abençoada, caiu no bueiro e só quebrou a perna.
Credo! Mas, estou tossindo.

Monotonia
Insatisfação
Vida que corre ininterrupta...

(bate o portão)

- O cabelo dela cresce rápido!
- E eu cortei mês passado.

(mais uma visita de Sarah Amin à Hannah Abraão)

quarta-feira, setembro 13, 2006

Conceito sobre dominação


Ato

teus braços
- no ato -
atados.

e minhas mãos livres...

PAZ


Para
Amar,
Zíper aberto!

(sexo sem luxo)


Sexo
sem nexo!

Nu em anexo...

(recordações das manhãs)

CONVITE


- E me pegava na rua?!
- Sim.
- Num muro qualquer?
- Sim.

- E por que não vem?
- No ônibus.

(de Sarah Amin, amiga de Hannah)

segunda-feira, setembro 11, 2006

Bilhete do presente esquecido no guarda-roupa


Escolhe, amor,
um lugar privilegiado da sala.

Que todos possam ver!

Amor tão raro assim necessita de espaço para,
ao ser revelado, revelar-se.

Acaso,
seja pequena a sala,
não se afobe.


Eu mando a proposta em fotografia.

Talvez, você e o tempo
decidam entre o porta-retrato ou a gaveta do escritório.

Beijo de acalanto



Ninar você em dias de regra,
intimidade de quem ama.

Desvio de retina


Não leio em ônibus
Medo de a retina desviar...

Aconteceu com Rachel.

Putz, mas ela escrevia tão bem!

(Klycia Fontenele, pensamento, enquanto lia o zine do Carlos Alberto)

domingo, setembro 10, 2006

Esperando teu retorno


idas e vindas
de um ficar incerto

agarro-me a versos
pra alma acalmar.

As horas no domingo são mais lentas.

sábado, setembro 09, 2006

Pela janela


Noite escura,
silêncio

vento que consola.

PASSARINHAR


Madrugada se despede
e num acordar sonolento,
teu cheiro me inebria.

fecho os olhos
dilato as narinas
farejo teu sexo

arrepios, afã, engasgos, falta de ar, sintomas de um bom ataque cardíaco!

Tens razão,
alguém poderia morrer desse jeito.

(poesia sobre seu vício de linguagem)

Exigências dos meus sentidos


Teu latejar no extremo da minha língua e tua vibração de fêmea a entrar no cio
quero somente pra mim.

Bramas


Enquanto teu corpo lateja,
minha vulva pulsa
em um frenesi de desejos.

- o frenesi que só amantes entregues conhecem -

(poesia sobre o meu desejo de agora)

Uma das faces do meu amor por ti


Gosto de ver o alvoroço que antecipa teu tesão no acordar para a entrega dos sentidos.

sexta-feira, setembro 08, 2006

SEM TATO COM A POESIA


... a poesia é quase nada diante dos sentidos...

AGRIDOCE


Não há versos;
no paladar, a saudade.

(poesia depois que você me deixou)