quarta-feira, dezembro 27, 2006

PARA TE DESMONTAR (meu ser em pedaços)















Desmonto-te
para te aparar com mãos e boca,
meu ser em pedaços.

E se tudo posso fazer
– por ter o pensamento livre –
proclamo-me tua dona!

(pelas próximas linhas)

Pegar nas tuas costas.

Minhas mãos em tuas costelas de moça
cada uma em cada lado
a te pressionar.

Entregar-me aos teus seios...

Lamber,
cheirar,
mordiscar,
sugar.

Olhos fechados,
nariz e língua a guiar...

Querer-te-ia assim:
eu a te puxar.

Ora pra frente, ora pra trás,
embalando tuas costas
numa dança sensual...

Imagina, amor, que bela dança seria!


Vejo a cena.

... teu pescoço levemente para trás...
nariz e boca em teus seios,
mãos em tuas costelas.

Ai, ai, ai
pressa em te amar novamente.

Ainda como tua dona,
regeria esse balé de corpos a suar
num preparo para o amor.

Depois de deleitar-me em teus seios,
desceria minha mão por tuas costas
empurrando tuas ancas, deslizando-as até mim.

Enquanto isso, meu corpo
– entre tuas pernas –
ganharia espaço até tua flor.

Que bela flor tu tens, amor!

Assim, aos teus pés,
render-me-ia
aos teus encantos...

Recanto do meu ser
em pedaços por ti.

(Poesia publicada na antologia "Poetas do Café", 2006)

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